Com o poeta Oliveira de Panelas
T A R D E
Valdez
Em mim, morria a tarde e, a tardar, morria
A dor profunda que meu peito entranha.
E nesse ocaso, que o temor assanha,
Eu, vivo e morto, minha dor sentia.
Quantas tristezas a saudade amanha,
Rotundas bagas que dos olhos saltam;
Unidas, prestas, o temblar exaltam...
Gritando, tensas, nessa tarde estranha.
Mantissas cegas, teoremas d´alma,
Vão me quebrando, me roubando a calma;
Pensando em fugas, fugas assuntando.
A dor... na tarde que, a morrer, se tarda:
Promíscuas mágoas, no seu colo, guarda;
Intensas dores se me vão tardando!...
A dor profunda que meu peito entranha.
E nesse ocaso, que o temor assanha,
Eu, vivo e morto, minha dor sentia.
Quantas tristezas a saudade amanha,
Rotundas bagas que dos olhos saltam;
Unidas, prestas, o temblar exaltam...
Gritando, tensas, nessa tarde estranha.
Mantissas cegas, teoremas d´alma,
Vão me quebrando, me roubando a calma;
Pensando em fugas, fugas assuntando.
A dor... na tarde que, a morrer, se tarda:
Promíscuas mágoas, no seu colo, guarda;
Intensas dores se me vão tardando!...

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