quarta-feira, 11 de maio de 2011

P O E M A

Com o poeta Oliveira de Panelas


T A R D E
Valdez

Em mim, morria a tarde e, a tardar, morria
A dor profunda que meu peito entranha.
E nesse ocaso, que o temor assanha,
Eu, vivo e morto, minha dor sentia.

Quantas tristezas a saudade amanha,
Rotundas bagas que dos olhos saltam;
Unidas, prestas, o temblar exaltam...
Gritando, tensas, nessa tarde estranha.

Mantissas cegas, teoremas d´alma,
Vão me quebrando, me roubando a calma;
Pensando em fugas, fugas assuntando.

A dor... na tarde que, a morrer, se tarda:
Promíscuas mágoas, no seu colo, guarda;
Intensas dores se me vão tardando!...


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